{"id":632,"date":"2026-01-06T12:00:00","date_gmt":"2026-01-06T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lexema.com.br\/?p=632"},"modified":"2026-01-05T21:45:04","modified_gmt":"2026-01-06T00:45:04","slug":"do-recife-ou-de-recife-a-discordia-dos-toponimos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/2026\/01\/06\/do-recife-ou-de-recife-a-discordia-dos-toponimos\/","title":{"rendered":"DO Recife ou DE Recife? A disc\u00f3rdia dos top\u00f4nimos"},"content":{"rendered":"\n<p>Costuma-se gerar muito inc\u00f4modo, aos nativos pernambucanos, ouvir seu local de nascimento ser mencionado como \u201cO Pernambuco\u201d ou \u201cDO Pernambuco\u201d. De acordo com o padr\u00e3o estabelecido, o correto seria apenas \u201cPernambuco\u201d ou \u201cDE Pernambuco\u201d, sem a utiliza\u00e7\u00e3o do artigo \u201co\u201d. Contudo, essa mesma l\u00f3gica pode ser aplicada \u00e0 cidade de\/do Recife? Recapitulemos as instru\u00e7\u00f5es sobre o uso do artigo antes dos nomes de lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que as regras sobre o uso ou n\u00e3o de artigos diante de nomes geogr\u00e1ficos s\u00e3o muitas vezes aleat\u00f3rias, consensuais e cheias de exemplos que as contradizem. Devido a isso, \u00e9 recomend\u00e1vel adot\u00e1-las mais como \u201ctend\u00eancias\u201d lingu\u00edsticas do que como \u201cregras universais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A <em>Nova Gramatica do Portugu\u00eas Contempor\u00e2neo<\/em> (Cunha e Cintra, 2025) preconiza o uso de artigo antes de nomes de pa\u00edses, continentes, regi\u00f5es, montanhas, desertos, oceanos, rios, lagos, mares, constela\u00e7\u00f5es (a Su\u00ed\u00e7a, o Brasil, a Argentina). Por outro lado, n\u00e3o se indica o uso de artigo diante de cidades e ilhas (Curitiba, Macei\u00f3, Lisboa, Itamarac\u00e1), exceto se tais locais derivam de substantivo comum (o Rio de Janeiro, o Porto, as Can\u00e1rias).<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos professores tradicionais de l\u00edngua portuguesa afirmam a regra do acidente geogr\u00e1fico para impor a anteposi\u00e7\u00e3o do artigo, mas \u00e9 dif\u00edcil rastrear essa regra em gram\u00e1ticas formais. A origem da recomenda\u00e7\u00e3o pode estar no <em>Tratado Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa<\/em>, assinado em Lisboa por Portugal e Brasil (1955), que previa a utiliza\u00e7\u00e3o de artigos diante de substantivos que indicam acidentes geogr\u00e1ficos. Embora o mais recente <em>Acordo Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa<\/em> de 1990 (Brasil, 2008) n\u00e3o fa\u00e7a men\u00e7\u00f5es a esse respeito, pressup\u00f5e-se tacitamente que as indica\u00e7\u00f5es anteriores ainda sejam v\u00e1lidas. Em certa medida, os nomes que referenciam acidentes geogr\u00e1ficos tamb\u00e9m s\u00e3o considerados substantivos comuns, fato que os faria seguir a regra de Cunha e Cintra (2025) no ponto espec\u00edfico da exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas e quanto A\/AO Recife?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Recife deriva de acidente geogr\u00e1fico, que por sua vez seria um substantivo comum noutros contextos. Isso significa que gramaticalmente o top\u00f4nimo Recife deve ser utilizado com o artigo masculino. Observe os exemplos de institui\u00e7\u00f5es tradicionais da cidade:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>&#8211; Faculdade de Direito <strong>do<\/strong> Recife (fundada em 1827); <br>&#8211; Prefeitura <strong>do<\/strong> Recife; <br>&#8211; Faculdade Frassinetti <strong>do<\/strong> Recife, antiga Faculdade de Filosofia <strong>do<\/strong> Recife (fundada em 1940); &nbsp;<\/td><td>&#8211; Porto <strong>do<\/strong> Recife (de 1535 e institu\u00eddo em 1909); <br>&#8211; Aeroporto Internacional <strong>do<\/strong> Recife (inaugurado em 1958); <br>&#8211; Diocese Anglicana <strong>do<\/strong> Recife. <br>&#8211; Di\u00e1rio Oficial <strong>do<\/strong> Recife; entre outras.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Por outro lado, \u00e9 bastante comum que muitos recifenses se refiram ao munic\u00edpio sem a utiliza\u00e7\u00e3o do artigo: \u201csou de Recife\u201d, \u201cnasci em Recife\u201d, \u201cmoro em Recife\u201d, sendo, portanto, um tema n\u00e3o apaziguado entre os pr\u00f3prios falantes locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Levando em considera\u00e7\u00e3o toda essa variabilidade de usos e estilos, o <em>Manual de Comunica\u00e7\u00e3o do Senado<\/em> (Brasil, 2012) considera facultativa a utiliza\u00e7\u00e3o do artigo antes do top\u00f4nimo Recife. E fica-se a crit\u00e9rio de cada um, embora n\u00e3o seja de bom tom a mistura de ambos os estilos dentro de um mesmo texto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tranquilizar o leitor, podemos resumir a quest\u00e3o da seguinte forma:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Com artigo<\/strong><\/td><td><strong>Sem artigo<\/strong><\/td><td><strong>O correto<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>O Recife, do Recife, no Recife \u2013 \u00e9 tradicionalmente mais aceito pela gram\u00e1tica normativa.<\/td><td>Recife, de Recife, em Recife \u2013 \u00e9 amplamente aceito no cotidiano das pessoas.<\/td><td>De Recife ou do Recife, ambas as formas s\u00e3o aceitas, com ou sem artigo. <br>*Contudo, indica-se manter uma \u00fanica op\u00e7\u00e3o em cada documento. N\u00e3o fique variando. Se optou por uma forma, ent\u00e3o que a mantenha ao longo do seu texto.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Prof. Daniel Costa J\u00fanior<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Lei N\u00ba 2.623 de 21 de outubro de 1955. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/lei\/1950-1959\/lei-2623-21-outubro-1955-361163-publicacaooriginal-1-pl.html&gt;, acesso em 4\/jan.\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Decreto N\u00ba 6.583, de 29 de setembro de 2008. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/decreto\/d6583.htm&gt;, acesso em 4\/jan.\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. <em>Manual de comunica\u00e7\u00e3o da Secom<\/em> \u2013 Senado Federal, 2012. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www12.senado.leg.br\/manualdecomunicacao\/estilos\/artigo-definido&gt;. Acesso em 4\/jan.\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p>CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. <em>Nova gram\u00e1tica do portugu\u00eas contempor\u00e2neo<\/em>. 8 ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte da imagem: https:\/\/pixabay.com\/pt\/photos\/recife-marco-zero-pernambuco-marco-2014127\/<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"512\" src=\"http:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cropped-LexemaIcone3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-295\" style=\"width:107px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cropped-LexemaIcone3.png 512w, https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cropped-LexemaIcone3-300x300.png 300w, https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cropped-LexemaIcone3-150x150.png 150w, https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cropped-LexemaIcone3-270x270.png 270w, https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cropped-LexemaIcone3-192x192.png 192w, https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cropped-LexemaIcone3-180x180.png 180w, https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cropped-LexemaIcone3-32x32.png 32w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Costuma-se gerar muito inc\u00f4modo, aos nativos pernambucanos, ouvir seu local de nascimento ser mencionado como \u201cO Pernambuco\u201d ou \u201cDO Pernambuco\u201d. 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Por outro lado, \u00e9 bastante comum que muitos recifenses se refiram ao munic\u00edpio sem a utiliza\u00e7\u00e3o do artigo: \u201csou de Recife\u201d, \u201cnasci em Recife\u201d, \u201cmoro em Recife\u201d, sendo, portanto, um tema n\u00e3o apaziguado entre os pr\u00f3prios falantes locais. Levando em considera\u00e7\u00e3o toda essa variabilidade de usos e estilos, o Manual de Comunica\u00e7\u00e3o do Senado (Brasil, 2012) considera facultativa a utiliza\u00e7\u00e3o do artigo antes do top\u00f4nimo Recife. E fica-se a crit\u00e9rio de cada um, embora n\u00e3o seja de bom tom a mistura de ambos os estilos dentro de um mesmo texto. Para tranquilizar o leitor, podemos resumir a quest\u00e3o da seguinte forma: Com artigo Sem artigo O correto O Recife, do Recife, no Recife \u2013 \u00e9 tradicionalmente mais aceito pela gram\u00e1tica normativa. Recife, de Recife, em Recife \u2013 \u00e9 amplamente aceito no cotidiano das pessoas. De Recife ou do Recife, ambas as formas s\u00e3o aceitas, com ou sem artigo. *Contudo, indica-se manter uma \u00fanica op\u00e7\u00e3o em cada documento. N\u00e3o fique variando. Se optou por uma forma, ent\u00e3o que a mantenha ao longo do seu texto. Prof. Daniel Costa J\u00fanior Refer\u00eancias BRASIL. Lei N\u00ba 2.623 de 21 de outubro de 1955. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/lei\/1950-1959\/lei-2623-21-outubro-1955-361163-publicacaooriginal-1-pl.html&gt;, acesso em 4\/jan.\/2026. BRASIL. Decreto N\u00ba 6.583, de 29 de setembro de 2008. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/decreto\/d6583.htm&gt;, acesso em 4\/jan.\/2026. BRASIL. Manual de comunica\u00e7\u00e3o da Secom \u2013 Senado Federal, 2012. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www12.senado.leg.br\/manualdecomunicacao\/estilos\/artigo-definido&gt;. Acesso em 4\/jan.\/2026. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. 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