{"id":402,"date":"2023-11-11T19:34:54","date_gmt":"2023-11-11T22:34:54","guid":{"rendered":"https:\/\/lexema.com.br\/?p=402"},"modified":"2025-07-26T13:21:35","modified_gmt":"2025-07-26T16:21:35","slug":"vogais-abertas-do-portugues-para-hispanofonos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/2023\/11\/11\/vogais-abertas-do-portugues-para-hispanofonos\/","title":{"rendered":"Vogais abertas do portugu\u00eas para hispan\u00f3fonos"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Vocales abiertas del portugu\u00e9s para estudiantes hispanohablantes:<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Todas as l\u00ednguas possuem diferentes sistemas fonol\u00f3gicos. \u00c9 quase imposs\u00edvel que uma \u00fanica l\u00edngua apresente todas as possibilidades de sons que o sistema fonador \u00e9 capaz de produzir. Quando o aprendiz de uma l\u00edngua tenta reproduzir um som que n\u00e3o existe no seu idioma materno, a emiss\u00e3o desse som pode soar um tanto artificial e amb\u00edgua.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo em l\u00ednguas t\u00e3o pr\u00f3ximas, como o portugu\u00eas e o espanhol, h\u00e1 sons que n\u00e3o existem ou que n\u00e3o s\u00e3o empregados da mesma maneira entre si. Por exemplo, para os brasileiros que tentam falar espanhol \u00e9 muito dif\u00edcil pronunciar vogais antes de consoantes nasais sem nasalizar a vogal (<em>c<strong>an<\/strong>t<strong>an<\/strong><\/em>, <strong><em>an<\/em><\/strong><em>te<\/em>, <em>coraz<strong>\u00f3n<\/strong><\/em> etc.), enquanto os hispan\u00f3fonos sentem uma estranheza parecida quando estudam portugu\u00eas: \u201ccomo \u00e9 poss\u00edvel nasalizar uma letra que est\u00e1 antes da consoante nasal?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 com o aprendizado de uma nova l\u00edngua que novos sons passam a existir e a fazer algum sentido para n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pronunciando as vogais \u2018abertas\u2019<\/strong> <strong>E<\/strong> <strong>e<\/strong> <strong>O<\/strong> <strong>do portugu\u00eas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em portugu\u00eas, pronunciar um \u201ce\u201d fechado no lugar de um \u201ce\u201d aberto pode mudar drasticamente o significado de uma palavra, o mesmo ocorre com a letra \u201co\u201d. Alguns termos, como \u201ccolher\u201d e \u201cav\u00f3\u201d, possuem significados completamente diferentes, se forem pronunciados de maneira similar \u00e0 fonologia espanhola. Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<p>&lt;colher&gt;, com som semifechado [e], significa retirar de uma planta\u00e7\u00e3o, apanhar (en espa\u00f1ol: <em>recoger<\/em>, <em>cosechar<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>&lt;colher&gt;, com som semiaberto [\u025b], significa o utens\u00edlio de mesa, que se traduziria, em espanhol, por <em>cuchara<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&lt;av\u00f4&gt;, com som semifechado [o], significa pai do pai ou da m\u00e3e, isto \u00e9, <em>abuelo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&lt;av\u00f3&gt;, com som semiaberto [\u0254], significa m\u00e3e da m\u00e3e ou do pai, na l\u00edngua castelhana, <em>abuela<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, forneceremos duas possibilidades para ajudar os hispan\u00f3fonos a produzir os sons das vogais abertas portuguesas, ambas apoiadas na fonologia e na fon\u00e9tica articulat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na fonologia portuguesa, existe um diagrama que representa as vogais existentes na l\u00edngua, um esquema que se apoia na representa\u00e7\u00e3o triangular do linguista russo Nikolai Trubetzkoy (ver figura 1).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"197\" height=\"135\" src=\"https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Vogais_triangulo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-403\" style=\"width:277px;height:190px\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>As vogais \/i\/ e \/u\/ localizam-se na parte de cima da imagem porque, quando as pronunciamos, nossa boca e queixo est\u00e3o numa posi\u00e7\u00e3o mais alta e afastada do pesco\u00e7o. Na parte de baixo, encontra-se a vogal \/a\/, pois, quando a pronunciamos, nosso queixo e boca descem e ficam mais pr\u00f3ximos do pesco\u00e7o e do peito.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"461\" height=\"284\" src=\"https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Vogais_iua.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-404\" srcset=\"https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Vogais_iua.png 461w, https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Vogais_iua-300x185.png 300w\" sizes=\"(max-width: 461px) 100vw, 461px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>1\u00aa possibilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira possibilidade para produzir e perceber as vogais abertas representadas pela letra \u201ce\u201d e \u201co\u201d \u00e9 dividir a figura anterior em duas partes, entendendo-a por meio de dois trajetos independentes que querem chegar ao ponto final representado pela letra \u201ca\u201d. Nesse sentido, voc\u00ea pode exercitar com duas linhas imagin\u00e1rias simulando o som de cada vogal, a fim de perceber a transi\u00e7\u00e3o dos sons entre elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro trajeto:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"535\" height=\"411\" src=\"https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Vogais_E.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-405\" style=\"width:423px;height:325px\" srcset=\"https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Vogais_E.png 535w, https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Vogais_E-300x230.png 300w\" sizes=\"(max-width: 535px) 100vw, 535px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Segundo trajeto:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"535\" height=\"411\" src=\"http:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Vogais_O.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-406\" style=\"width:436px;height:335px\" srcset=\"https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Vogais_O.png 535w, https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Vogais_O-300x230.png 300w\" sizes=\"(max-width: 535px) 100vw, 535px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>2\u00aa possibilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A segunda possibilidade \u00e9 mais simples e mais direta, mesmo sendo uma consequ\u00eancia dos exerc\u00edcios de trajeto da primeira possibilidade. Consiste apenas em tentar pronunciar a letra \u201ce\u201d e \u201co\u201d com o formato da boca na posi\u00e7\u00e3o mais baixa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pron\u00fancia do \u201ce\u201d aberto [\u025b]:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tente pronunciar um \u201ce\u201d com a sua boca fazendo a abertura da letra \u201ca\u201d. No in\u00edcio, talvez n\u00e3o saia perfeito, mas, ao longo do tempo, voc\u00ea vai perceber que o som sai um pouco diferente, isto \u00e9, n\u00e3o se trata do som \u201ce\u201d fechado, nem o do \u201ca\u201d, trata-se, na verdade, do som do \u201ce\u201d aberto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pron\u00fancia do \u201co\u201d aberto [\u0254]:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tente pronunciar um \u201co\u201d fechado, a boca ainda arredondada, mas com o queixo mais baixo, na posi\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima que voc\u00ea conseguir da letra \u201ca\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o som do \u201co\u201d aberto que ocorre na l\u00edngua portuguesa, ou, pelo menos, ser\u00e1 o som mais pr\u00f3ximo do \u201co [\u0254]\u201d que voc\u00ea vai conseguir produzir.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos poucos, esses sons v\u00e3o-se naturalizando para voc\u00ea. Contudo, n\u00e3o se angustie, caso n\u00e3o consiga perceb\u00ea-los. \u00c9 bastante comum ver hispan\u00f3fonos que, mesmo estando em n\u00edveis avan\u00e7ados do idioma, n\u00e3o conseguem identific\u00e1-los; outros conseguem pronunciar, mas n\u00e3o conseguem distinguir quando escutam algu\u00e9m falar. Obviamente, numa conversa face a face, sempre \u00e9 poss\u00edvel repetir, esclarecer e explicar de outra forma, mas o ideal \u00e9 evitar cansa\u00e7os de repeti\u00e7\u00e3o e falar claramente as palavras com a pron\u00fancia adequada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para exercitar:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Algumas palavras com \u201ce\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>[e]<\/strong> fechado<\/td><td><strong>[\u025b]<\/strong> aberto<\/td><\/tr><tr><td>colh<strong>e<\/strong>r = recoger, cosechar <br>ip<strong>\u00ea<\/strong> = \u00e1rbol sudamericano, s\u00edmbolo de Brasil <br>eu b<strong>e<\/strong>bo = yo bebo <br>mesa = mesa <br>apelo = apelaci\u00f3n <br>ser = ser <br>ele = \u00e9l<\/td><td>colh<strong>e<\/strong>r = cuchara <br>p<strong>\u00e9<\/strong> = pie <br>ele\/voc\u00ea b<strong>e<\/strong>be = \u00e9l\/Ud. bebe <br>festa = fiesta <br>eu apelo = yo apelo <br>\u00e9 = es (verbo <em>ser<\/em> conjugado) <br>ela = ella<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Algumas palavras com \u201co\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>[o]<\/strong> fechado<\/td><td><strong>[\u0254]<\/strong> aberto<\/td><\/tr><tr><td>av\u00f4 = abuelo <br>por = poner <br>osso = hueso (singular) <br>torto\/a = torcido\/a <br>gosto = gusto (sustantivo) <br>acordo = acuerdo<\/td><td>av\u00f3 = abuela <br>p\u00f3 = polvo <br>ossos = huesos (plural) <br>torta = torta <br>eu gosto = me gusta (verbo) <br>ele\/voc\u00ea acorda = \u00e9l\/Ud. acuerda &nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Prof. Daniel Costa J\u00fanior.<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"704\" height=\"684\" src=\"http:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/LexemaIcone3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-289\" style=\"width:72px;height:70px\" srcset=\"https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/LexemaIcone3.png 704w, https:\/\/lexema.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/LexemaIcone3-300x291.png 300w\" sizes=\"(max-width: 704px) 100vw, 704px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vocales abiertas del portugu\u00e9s para estudiantes hispanohablantes: Todas as l\u00ednguas possuem diferentes sistemas fonol\u00f3gicos. \u00c9 quase imposs\u00edvel que uma \u00fanica l\u00edngua apresente todas as possibilidades de sons que o sistema fonador \u00e9 capaz de produzir. Quando o aprendiz de uma l\u00edngua tenta reproduzir um som que n\u00e3o existe no seu idioma materno, a emiss\u00e3o desse som pode soar um tanto artificial e amb\u00edgua. Mesmo em l\u00ednguas t\u00e3o pr\u00f3ximas, como o portugu\u00eas e o espanhol, h\u00e1 sons que n\u00e3o existem ou que n\u00e3o s\u00e3o empregados da mesma maneira entre si. Por exemplo, para os brasileiros que tentam falar espanhol \u00e9 muito dif\u00edcil pronunciar vogais antes de consoantes nasais sem nasalizar a vogal (cantan, ante, coraz\u00f3n etc.), enquanto os hispan\u00f3fonos sentem uma estranheza parecida quando estudam portugu\u00eas: \u201ccomo \u00e9 poss\u00edvel nasalizar uma letra que est\u00e1 antes da consoante nasal?\u201d \u00c9 com o aprendizado de uma nova l\u00edngua que novos sons passam a existir e a fazer algum sentido para n\u00f3s. Pronunciando as vogais \u2018abertas\u2019 E e O do portugu\u00eas Em portugu\u00eas, pronunciar um \u201ce\u201d fechado no lugar de um \u201ce\u201d aberto pode mudar drasticamente o significado de uma palavra, o mesmo ocorre com a letra \u201co\u201d. Alguns termos, como \u201ccolher\u201d e \u201cav\u00f3\u201d, possuem significados completamente diferentes, se forem pronunciados de maneira similar \u00e0 fonologia espanhola. Vejamos: &lt;colher&gt;, com som semifechado [e], significa retirar de uma planta\u00e7\u00e3o, apanhar (en espa\u00f1ol: recoger, cosechar). &lt;colher&gt;, com som semiaberto [\u025b], significa o utens\u00edlio de mesa, que se traduziria, em espanhol, por cuchara. &lt;av\u00f4&gt;, com som semifechado [o], significa pai do pai ou da m\u00e3e, isto \u00e9, abuelo. &lt;av\u00f3&gt;, com som semiaberto [\u0254], significa m\u00e3e da m\u00e3e ou do pai, na l\u00edngua castelhana, abuela. Neste artigo, forneceremos duas possibilidades para ajudar os hispan\u00f3fonos a produzir os sons das vogais abertas portuguesas, ambas apoiadas na fonologia e na fon\u00e9tica articulat\u00f3ria. Na fonologia portuguesa, existe um diagrama que representa as vogais existentes na l\u00edngua, um esquema que se apoia na representa\u00e7\u00e3o triangular do linguista russo Nikolai Trubetzkoy (ver figura 1). As vogais \/i\/ e \/u\/ localizam-se na parte de cima da imagem porque, quando as pronunciamos, nossa boca e queixo est\u00e3o numa posi\u00e7\u00e3o mais alta e afastada do pesco\u00e7o. Na parte de baixo, encontra-se a vogal \/a\/, pois, quando a pronunciamos, nosso queixo e boca descem e ficam mais pr\u00f3ximos do pesco\u00e7o e do peito. 1\u00aa possibilidade A primeira possibilidade para produzir e perceber as vogais abertas representadas pela letra \u201ce\u201d e \u201co\u201d \u00e9 dividir a figura anterior em duas partes, entendendo-a por meio de dois trajetos independentes que querem chegar ao ponto final representado pela letra \u201ca\u201d. Nesse sentido, voc\u00ea pode exercitar com duas linhas imagin\u00e1rias simulando o som de cada vogal, a fim de perceber a transi\u00e7\u00e3o dos sons entre elas. Primeiro trajeto: Segundo trajeto: 2\u00aa possibilidade A segunda possibilidade \u00e9 mais simples e mais direta, mesmo sendo uma consequ\u00eancia dos exerc\u00edcios de trajeto da primeira possibilidade. Consiste apenas em tentar pronunciar a letra \u201ce\u201d e \u201co\u201d com o formato da boca na posi\u00e7\u00e3o mais baixa. Pron\u00fancia do \u201ce\u201d aberto [\u025b]: Tente pronunciar um \u201ce\u201d com a sua boca fazendo a abertura da letra \u201ca\u201d. No in\u00edcio, talvez n\u00e3o saia perfeito, mas, ao longo do tempo, voc\u00ea vai perceber que o som sai um pouco diferente, isto \u00e9, n\u00e3o se trata do som \u201ce\u201d fechado, nem o do \u201ca\u201d, trata-se, na verdade, do som do \u201ce\u201d aberto. Pron\u00fancia do \u201co\u201d aberto [\u0254]: Tente pronunciar um \u201co\u201d fechado, a boca ainda arredondada, mas com o queixo mais baixo, na posi\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima que voc\u00ea conseguir da letra \u201ca\u201d. Este \u00e9 o som do \u201co\u201d aberto que ocorre na l\u00edngua portuguesa, ou, pelo menos, ser\u00e1 o som mais pr\u00f3ximo do \u201co [\u0254]\u201d que voc\u00ea vai conseguir produzir. Aos poucos, esses sons v\u00e3o-se naturalizando para voc\u00ea. Contudo, n\u00e3o se angustie, caso n\u00e3o consiga perceb\u00ea-los. \u00c9 bastante comum ver hispan\u00f3fonos que, mesmo estando em n\u00edveis avan\u00e7ados do idioma, n\u00e3o conseguem identific\u00e1-los; outros conseguem pronunciar, mas n\u00e3o conseguem distinguir quando escutam algu\u00e9m falar. Obviamente, numa conversa face a face, sempre \u00e9 poss\u00edvel repetir, esclarecer e explicar de outra forma, mas o ideal \u00e9 evitar cansa\u00e7os de repeti\u00e7\u00e3o e falar claramente as palavras com a pron\u00fancia adequada. Para exercitar: Algumas palavras com \u201ce\u201d [e] fechado [\u025b] aberto colher = recoger, cosechar ip\u00ea = \u00e1rbol sudamericano, s\u00edmbolo de Brasil eu bebo = yo bebo mesa = mesa apelo = apelaci\u00f3n ser = ser ele = \u00e9l colher = cuchara p\u00e9 = pie ele\/voc\u00ea bebe = \u00e9l\/Ud. bebe festa = fiesta eu apelo = yo apelo \u00e9 = es (verbo ser conjugado) ela = ella Algumas palavras com \u201co\u201d [o] fechado [\u0254] aberto av\u00f4 = abuelo por = poner osso = hueso (singular) torto\/a = torcido\/a gosto = gusto (sustantivo) acordo = acuerdo av\u00f3 = abuela p\u00f3 = polvo ossos = huesos (plural) torta = torta eu gosto = me gusta (verbo) ele\/voc\u00ea acorda = \u00e9l\/Ud. acuerda &nbsp; Prof. Daniel Costa J\u00fanior.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":407,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[4,12],"tags":[9,51,3,15,5,23,52],"class_list":["post-402","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gramatica","category-portuguese-for-foreigners","tag-brazilian-portuguese","tag-exercicio","tag-gramatica","tag-para-estrangeiros","tag-portugues","tag-pronuncia","tag-vogais"],"aioseo_notices":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=402"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":544,"href":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402\/revisions\/544"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/407"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lexema.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}